A busca por um doador alogênico não aparentado inicia-se quando não é encontrado um doador familiar compatível, ou quando o doador familiar não está apto à doação.
A BUSCA NACIONAL DO DOADOR NÃO APARENTADO
A seleção do doador no caso dos transplantes alogênicos é feita, primeiramente, através de tipagem HLA do paciente e dos familiares de primeiro grau (irmãos e pais).Aqueles pacientes que não possuem doadores aparentados HLA compatíveis são inscritos no REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea), através do qual é feita a conexão com os dados existentes no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), e aguardam para realizar um transplante alogênico não aparentado.
Na impossibilidade de se identificar um doador aparentado, a equipe médica deverá cadastrar o paciente no REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Segue abaixo orientações para a inclusão do paciente no registro:
A Portaria nº 1315/GM, de 30 de novembro de 2000, que regulamenta a captação de dodores voluntários de células tronco hematopoiéticas, preconiza "no mínimo" que haja compatibilidade HLA Classe I, locus A e B em baixa resolução e Classe II locus DRB1 e DQB1 por alta resolução.
No entanto, os melhores resultados tem sido obtidos com compatibilidade em HLA Classe I, locus A, B e C, Classe II locus DRB1 e DQB1, por alta resolução, ou seja, são analisados 5 pares de genes alelos e a compatibilidade precisa ser 10/10, resolução com 4 dígitos).
BUSCA INTERNACIONAL
A busca realizada pelo registro nacional, inclui a pesquisa dos dados de todos doadores voluntários registrados no Brasil e dos cordões umbilicais congelados nos bancos de cordão públicos. Não sendo encontrado doador compatível no Brasil, seu médico deve contatar o registro nacional para solicitar uma busca nos registros internacionais.
Uma busca internacional preliminar pode ser realizada pelo seu médico em vários sites, que disponibilizam consultas preliminares e rápidas. A função da busca rápida é saber se haverá muita dificuldade em encontrar um doador, ou não. Isto é determinado basicamente pela freqüência dos alelos HLA que o paciente possui.